Com o celular que você já tem, na sua sala, em uns dez minutos.
Não precisa de equipamento, de edição nem de estúdio. O que funciona no balão não é produção bonita, é você falando como fala na vida real. Quem está do outro lado quer saber com quem vai conversar.
O roteiro de trinta segundos
São quatro blocos. Escreva um por vez, em voz alta, do seu jeito.
- Quem é você, em uma frase. “Oi, eu sou a Ana, dentista aqui no Tatuapé.”
- O que você resolve, também em uma frase, com a dor da pessoa e não com o nome técnico do serviço.
- Uma coisa que te diferencia, se houver. Atendimento no mesmo dia, vinte anos de profissão, primeira consulta sem custo.
- O convite. “Clica no botão aqui embaixo e me chama no WhatsApp, que eu mesma respondo.”
Não decore. Se decorar, aparece na voz. Ter os quatro blocos na cabeça é o bastante.
Como gravar
- Câmera na altura dos olhos. Com o celular apoiado na mesa, a câmera pega você de baixo, e ninguém confia em quem aparece de baixo. Um apoio de livros resolve.
- Janela na sua frente, nunca atrás. Luz atrás transforma você em silhueta.
- Use a câmera traseira, não a frontal. A traseira tem sensor melhor, e a diferença aparece.
- Fale para uma pessoa, não para uma plateia. Imagine um cliente específico. O tom muda sozinho.
- Grave em pé, com o celular na vertical. É o mesmo formato do Reels, e é o que o balão usa.
- Grave três vezes e escolha depois. A terceira sempre sai melhor.
- Errou no meio? Continue. Ninguém vê a tomada que você descartou.
O que não precisa
Microfone, luz, fundo especial, roupa nova. Um cômodo silencioso e uma janela bastam. Vídeo caseiro com a sua cara vende mais que vídeo profissional com cara de propaganda.
Se travar
Chame a gente no WhatsApp. A gente monta o roteiro junto com você e olha a primeira tomada antes de você colocar no ar.
